21 fevereiro 2006

Confrontos, perseguições religiosas
O diferente não agrada
O ser humano não é mais tolerante
Liberdade de expressão?
Será que isso ainda existe?
Mortes, tiros
Por todos os lados, o ser humano sofre
Sofre e chora suas desgraças
Pois não consegue ser feliz
Porque não possui paz
E até a natureza se volta contra ele
Tempestades, secas, maremotos
É a vingança por tantos anos de desrespeito
Tantos anos de destruição
Será que o ser humano, um dia, vai melhorar?
Será que vai aprender a respeitar, a cuidar?
Será?

(ACDS - 21/02/06)

13 fevereiro 2006

Poema sobre deficiência

Como no meu trabalho vão ser trabalhadas as deficiências com os alunos de 5ª a 8ª, resolvi escrever poemas também sobre esse tema. E a primeira é sobre deficiência visual. Espero que gostem.

Luz, falta de luz
Ao meu redor, só escuridão
Todos pensam que minha vida
É envolta em trevas
Mas eles se enganam
Pois minha existência é feliz
Apesar dos obstáculos
Dificuldades pelo caminho
Sigo em frente, com um amplo sorriso
Afinal, não sou deficiente
Meus olhos cegos nunca me impediram
De ser inteligente e competente.

(ACDS - 10.02.06)

10 fevereiro 2006

Link para o finadinho

Bem, se o Weblogger ainda estiver amigo, vocês podem conferir o blog que deu origem ao Poemas Fajutos. Ele está na parte dos links. E daqui para a frente, os meus poemas terão a data e um ACDS - para não ter dúvidas de autoria.
Quero andar com minhas próprias pernas
Sem depender de cadeiras, muletas
Desejo ser livre, superar os obstáculos
Fazer isso sem ajuda de ninguém
É chegada a hora da independência
De impor os meus próprios limites
De enfrentar a vida
Com o peito aberto e a alma tranqüila.
(ACDS-10.02.06)

Retorno

Pois é, aos meus poucos leitores peço imensas desculpas pela ausência. Além de ter viajado, a inspiração andou de férias também. E meus poemas fajutos só funcionam na base da inspiração, ou seja, não é todo dia que aparece um poema na mente. Mas estou de volta. A freqüência, só Deus sabe, vai depender da bendita inspiração...

22 dezembro 2005

Mensagem de Natal

Esta mensagem recebi de um conhecido por e-mail e a achei bonita. Feliz Natal a todos!

Feliz Natal a quem não planta corvos nas janelas da alma, nem embebe o coração de cicuta e ousa sair pelas ruas e transpirar bom-humor.

Feliz Natal a quem cultiva ninhos de pássaros no beiral da utopia e coleciona no espírito as aquarelas do arco-íris. E a todos que trafegam pelas vias interiores e não temem as curvas abissais da oração.

Feliz Natal aos que reverenciam o silêncio como matéria-prima do amor e arrancam das cordas da dor melódicas esperanças. Também aos que se recostam em leitos de hortênsias e bordam, com os delicados fios dos sentimentos, alfombras de ternura.

Feliz Natal aos que trazem às costas aljavas repletas de relâmpagos, aspiram o perfume da rosa-dos-ventos e carregam no peito a saudade do futuro. Também aos que semeiam indignações, mergulham todas as manhãs nas fontes da verdade e, no labirinto da vida, identificam a porta que os sentimentos não vêem e a razão não alcança.

Feliz Natal a todos que dançam embalados pelos próprios sonhos e nunca dizem sim às artimanhas do desejo. Aos que ignoram o alfabeto da vingança e jamais pisam na armadilha do desamor, pois sabem que o ódio destrói primeiro a quem odeia.

Feliz Natal a quem acorda, todas as manhãs, a criança adormecida em si e, moleque, sai pelas esquinas quebrando convenções que só obrigam a quem carece de convicções. E aos artífices da alegria que , no calor da dúvida, dão linha à manivela da fé.

Feliz Natal a quem recolhe cacos de mágoas pelas ruas a fim de atirá-los no lixo do olvido e guardam recatados os seus olhos no recanto da sobriedade. A quem resguarda-se em câmaras secretas para reaprender a gostar de si e, diante do espelho, descobre-se belo na face do próximo.

Feliz Natal a todos que pulam corda com a linha do horizonte e riem à sobeja dos que apregoam o fim da história. E aos que suprimem a letra R do verbo armar e se recusam a ser reféns do pessimismo. Feliz Natal aos que fazem do estrume adubo do seu canteiro de lírios. Também aos poetas sem poemas, aos músicos sem melodias, aos pintores sem cores e aos escritores sem palavras. E a todos que jamais encontraram a pessoa a quem declarar todo o amor que os fecunda em gravidez inefável.

Feliz Natal aos ébrios de transcendência e aos filhos da misericórdia que dormem acobertados pela compaixão. E a todos que contemplam ociosos o entardecer, observando como o Menino entra na boca da noite montando seu monociclo solar.

Feliz Natal a quem não se deixa seduzir pelo perfume das alturas e nem escala os picos em que os abutres chocam ovos. E a todos que destelham os tetos da ambição e edificam suas casas em torno da cozinha.

Feliz Natal a quem no leito de núpcias, promove uma despudorada liturgia eucarística, transubstanciando o corpo em copo inundado do vinho embriagador da perda de si no outro. E a quem corrige o equívoco do poeta e sabe que o amor não é eterno enquanto dura, mas dura enquanto é terno.

Feliz Natal aos que repartem Deus em fatias de pão e convocam os famélicos à mesa feita com as tábuas da justiça e coberta com a toalha bordada de cumplicidades.

Feliz Natal aos que secam as lágrimas no consolo da fé e plantam no chão da vida as sementes do porvir. E aos que criam hipocampos em aquários de mistério e conhecem a geometria da quadradura do círculo.

Feliz Natal a quem se embebe de chocolate na esbórnia pascal da lucidez crítica e não receia pronunciar palavras onde a mentira costura bocas e enjaula consciências. E a todos que, com o rosto lavado de maquiagens de Narciso, dobram os joelhos à dignidade dos carvoeiros.

Feliz Natal a todos que sabem voar sem exibir as asas e abrem caminhos com os próprios passos, inebriados pelos ecos de profundas nostalgias. E aos que decifram enigmas sem revelar inconfidências e, nus, abraçam epifanias sob cachoeiras de magnólias. Feliz natal aos que saboreiam alvíssaras nos bosques onde vicejam anjos barrocos e nadam suas gorduras deixando os cabelos brancos flutuarem sobre a saciedade dos anos bem vindos. E a todos que dão ouvido à sinfonia cósmica e, nos salões da Via Láctea, bailam com os astros ao ritmo de siderais incertezas.

Feliz Natal também aos infelizes, aos tíbios e aos pusilânimes, aos que deixam a vida escorrer pelo ralo da mesquinhez e, no calor de seus apegos, vêem seus dias evaporar como orvalho aquecido pelo alvorecer do verão. Queira Deus que renasçam com o Menino que se aconchega em corações desenhados na forma de presépios.





(Frei Beto)

04 dezembro 2005

Férias

Bem, a partir de hoje estarei de férias, revendo a família em Portugal. Não garanto novas postagens, mas se for possível, tentarei colocar alguma coisinha aqui. Beijos e até janeiro! A todos um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo!

02 dezembro 2005

Renascimento

Bem, aos poucos leitores que eu tinha no meu antigo blog no Weblogger, esta aqui será a nova casa do Poemas Fajutos. Tentarei colocar os poemas que estavam no finadinho e tentar atualizar este aqui com mais freqüência. Então, sejam bem-vindos ao novo espaço do Poemas Fajutos!